PARADOXOS DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO


Na terça, vivi dois momentos marcantes: 1) assumi, honrado e com orgulho, o cargo de Coordenador de Tecnologia na nova Diretoria da SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento; 2) e pude trocar experiências e insights com um dos caras mais feras do país neste segmento: meu amigo Filipe Cassapo, gerente de gestão do conhecimento da Votorantim.

No meio do nosso papo, no decorrer do coquetel, falávamos sobre os paradoxos da nova sociedade emergente. O que mais me assusta é o seguinte: ninguém discute que o conhecimento é o motor da nova era. E todos sabem, por experiência própria, que o tempo está absurdamente comprimido – vivemos em um mundo acelerado, onde prevalece o déficit de atenção. Pergunto: como estimular a troca de conhecimento se ela exige, por definição, atenção e tempo para reflexão e maturação – tempo esse que ninguém tem?

Outra: essa mesma compressão do tempo nos empurra para a superficialidade, fazendo com que vivamos em um mundo de percepções. Como então defender projetos de GC e/ou de portal, que têm natural caráter multidisciplinar e complexo, se muitos gestores estão mais interessados em resultados rápidos – de preferência produzindo o quanto antes aquele filminho que mostra como tudo foi lindo e maravilhoso, graças à genialidade do “líder iluminado”?

Alguém aí tem sugestão para desatar estes nós? Help us…

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