Sobre tags, homens e robôs


Todo poder aos metadados! Sim, são eles que viabilizam uma maior “inteligência” do ambiente digital. É a partir deles também que montamos estratégias de disseminação seletiva de conteúdos, rumo à produtividade. Personalização, “push” e busca avançada não existiriam sem as “etiquetas digitais”.

Mas a questão é: qual processo de aplicação de metadados é melhor, o manual/humano ou o automático?

Profissionais de Ciência da Informação lançam mão de listas, taxonomias e dicionários controlados para defender a tese de que só o ser humano é capaz de entender as sutilezas do contexto.

Já empresas como Fast Search  (recém-adquirida pela Microsoft) e Autonomy (com o Google correndo por fora) mostram, em seus robustos produtos, a capacidade de extrair automaticamente metadados do texto (e do contexto), chegando a sutilezas como a capacidade de interpretar se o conteúdo tem conotação positiva ou negativa, via abordagem semântica. Para elas, a classificação manual é improdutiva, gera gargalos e acaba sendo extremamente custosa (se bem que esse não parece ser um bom argumento, se analisarmos o preço das ferramentas automáticas…). Há quem diga que é insustentável, diante da crescente massa de conteúdos.

A verdade é que não há nada “transitado em julgado” sobre esta pendenga. São estratégias diferentes, mas que bebem na mesma fonte – cada qual com seus prós e contras. E, não raro, são complementares. Essa foi uma das conclusões que pudemos tirar das apresentações realizadas no evento “Melhores Práticas de GESTÃO DE DOCUMENTOS,INFORMAÇÕES e BUSCA CORPORATIVA“, ocorrido em 14 de fevereiro último. Lá estavam Google e Fast (representada pela Calandra, do amigo Pedro Paulo) mostrando a força de seus robôs. E eu tive a oportunidade de apresentar a estratégia que o Sebrae-Nacional montou, com a ajuda da Plena e de outros parceiros, para viabilizar a disseminação seletiva e a integração de 9 bases heterogêneas de conteúdo, utilizando um dicionário controlado.

E você, em quem aposta – humanos ou máquina? Isso sem falar na lógica emergente da folksonomia e do tageamento livre, baseado na “sabedoria das multidões”… Em sua empresa, há experiências com categorização, tags e metadados para auxiliar na recuperação de conteúdos relevantes?

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