A GESTÃO E O ESPORTE


Outro dia, li na HSM Management uma entrevista de Jack Welch (ex-GE, tido como um dos executivos mais admirados do mundo), em que ele dizia algo bastante óbvio, mas que poucos líderes notam: as pessoas é que fazem a diferença.

Quando o repórter da HSM perguntou porque ele tinha esta crença tão arraigada no poder das pessoas, respondeu que sempre adorou esportes – e sempre notou que o time que vencia o campeonato era aquele que tinha os melhores jogadores, somados a um técnico capaz de gerar sinergia na equipe.

É interessante notar que a comparação da vida corporativa com um jogo já se tornou lugar comum, mas é espantoso como poucos gerentes se vêem como técnicos de suas equipes.

Quando se diz que o papel primordial do líder é estimular e bem-aproveitar o talento dos seus liderados, há os que acham que isso seria “pouco prático” ou mesmo “ficar dando uma de babá de marmanjo”… Entretanto, ninguém concebe um técnico de vôlei, como o Bernardinho, por exemplo, entrando na quadra para jogar, ao lado dos seus liderados. Será que isso faz dele alguém distante do time ou do jogo? Será que todo o trabalho que ele realiza antes, durante e após as partidas é algo menor? Claro que não.

Já está provado: é preciso um certo distanciamento para gerenciar. Quem está abarrotado de tarefas diárias, as quais não delega, não consegue ver como a partida está se desenvolvendo – e nem como seu time está atuando. Se o gerente tem que assumir tarefas, que elas estejam voltadas sempre para o aprimoramento do trabalho da empresa e da equipe que lidera – como faz um técnico ao estudar o jogo dos adversários ou ao definir, em parceria com o preparador físico, o cronograma de atividades dos atletas. Todas estas ações estão voltadas para a melhoria do time, sempre. Por que é tão difícil gerentes compreenderem isso?

Quando o assunto é Gestão do Conhecimento, nem se fala: parece muito difícil entender que papo é esse de “compartilhar” e de que a colaboração é a chave para o sucesso, não? Nada disso: quem já participou de uma equipe, sabe bem o quanto um jogador precisa municiar e ajudar o outro – e o quanto a vitória é, sim, coletiva.

Ouvindo Jack Welch, fica mais clara ainda a importância do esporte na vida de todos nós. E do esporte coletivo, em particular, para a vida de quem está em algum cargo gerencial, em qualquer nível.

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