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Gestão do Conhecimento, expressão maldita (ao menos no Lotusphere)

Você consegue imaginar um evento de dia inteiro sobre Fórmula 1, por exemplo, em que ninguém usa a palavra “carro”? Exageros a parte, foi o que aconteceu no Lotusphere, evento que a IBM promove anualmente no Rio e em São Paulo (e para o qual fui convidado – Inomata, obrigado).

Este post vem com um certo atraso, embora eu tenha mandado vários twitters durante o evento (faça buscas por #lotusphere). Em um deles, eu assinalava isso: passamos um dia falando de portais, colaboração, inteligência organizacional, gestão da informação… mas nem um mísero palestrante usou a expressão “gestão do conhecimento”. Achei incrível. Mas também sintomático.

Não é de hoje que sabemos: parece mesmo que o desgaste das (avançadas) propostas da GC, frente a um ambiente empresarial hierarquizado e tradicional, levou a expressão a ser demonizada. Muito contribuíram também as abordagens excessivamente acadêmicas – ou, pior, aquelas que dizem que “tudo é gestão do conhecimento”…

Fato é que buzzwords entram e saem de moda – mas muitas vezes seus fundamentos permanecem inalterados. Foi o que se viu no Lotusphere: tudo que foi apresentado ali dizia respeito ao que aprendi a chamar de Gestão do Conhecimento, mesmo que ela não tenha sido convidada para a festa.

IBM NA FRENTE

Todo mundo sabe que a IBM domina, a anos seguidos, o mercado de portais horizontais. O quadrante mágico do Gartner tá aí pra não nos deixar mentir – e não é o único a colocá-la no topo.

Não tem como olhar o Conecttions em ação ( software para redes sociais/profissionais) sem se maravilhar com a abordagem (e com a possibilidade de ver a sua rede graficamente montada, a partir das interações que se faz no ambiente…). Com um pé no futuro (que tá ali na esquina), eles trazem o LotusLive, levando o portal para a nuvem, em modelo SaaS (por sinal, eles estão apostando muito aqui – e também na questão da mobilidade, assunto onipresente). E o que dizer da penca de mashups que dá para fazer rapidamente, graças, dentre outras coisas, ao pioneirismo na adoção de padrões abertos? É realmente show de bola.

Claro que se tudo fossem flores, não existiriam competidores no encalço da Big Blue: muita gente boa sempre se pergunta se aquilo tudo realmente funciona bem junto, por exemplo (será mesmo uma suíte de produtos ou o esforço de integração deles próprios será bárbaro?). A dependência do legado em Notes também preocupa a quem não fez essa opção no passado. Ah, e tem também o custo… e a eterna tentativa de venda casada de hardware e software… Há flores, mas algumas podem ser de plástico (parafraseando os Titãs).

Show também foi ver a IDC mostrando os números do mercado de portais na AL e no Brasil – gente, tá bombando (e vai bombar cada vez mais). Para 2009, o crescimento previsto é de 9%. Em 2012? Ah, só 20%… É, não tem como: o mundo hiperconectado, com overdose de informação e competição global, blá, blá, blá faz das intranets e portais corporativos avançados um elemento indispensável, cada vez mais.

Por fim, parabéns ao Mario, pela apresentação limpa, inquietante, vanguardista. E aos meninos que se aventuraram a demonstrar tudo em tempo real – ao vivo é mais caro, mas se saíram muito bem.

E você, foi? Tem experiência com WebSphere para nos contar? Diz aí – blog sem comentário é samba de uma nota só…

Add comment 8/Abril/2009

Google Chrome – uma das peças que faltavam

Hoje tem tudo para ser um dia histórico. O dia em que foi dado um grande passo para fazer da web o tão falado “novo sistema operacional”. O dia em que o Google (sempre eles…) lançou o browser Chrome.

Já instalei e li os releases, bem como as apresentações que o Google preparou. Me pareceu rápido, mas apresentou alguns problemas quando eu fui editar uma página do Intranet Portal, que está baseado em Plone/Zope – o que não é o fim do mundo, principalmente para algo que está na versão 0.2, como é o caso do Chrome. Em contra-partida, lá está a inteligência emergente e probabilística típica do mundo 2.0, fazendo com que o navegador nos mostre automaticamente as páginas que temos visitado mais, toda vez que abrimos uma nova aba.

Mas o que há de mais relevante está acontecendo nos bastidores, com destaque para a separação de aplicações que rodem em janelas diferentes, a melhoria da segurança e a otimização da performance geral (e de Java, em particular).

Mal comparando, o Google resolveu agora um problema que também assolava nossos desktops, quando o mundo ainda era offline: se um aplicativo travasse, todos os outros eram afetados e, não raro, perdíamos trabalhos que estávamos fazendo utilizando a capacidade multitarefa. Como o Google identificou com maestria, a experiência na web agora não é mais de simples consulta a textos, mas de interatividade. Em outras palavras: nosso browser aciona aplicativos ao invés de simplesmente mostrar páginas html estáticas, como no passado. Assim, se um deles travar, não perderemos mais o que estávamos fazendo nas demais “janelas” (desculpando o trocadilho…). 

O mundo das intranets e portais corporativos certamente será afetado, principalmente se o Google conseguir reverter o quase monopólio do Internet Explorer. Mas o mais importante é realmente o fato de estarmos diante da primeira evolução significativa e estrutural alinhada aos conceitos de clowd computing, SaaS (Software as a Service) e web 2.0. O avanço do browser pode ser visto como um passo importante para a chamada “Internet 2″, onde teríamos a mesma rede global, mas agora mais sofisticada, segura e capaz de responder às demandas dos novos tempos (se a simplicidade da Internet fez dela o fenômeno que é, agora começa também a ser o principal obstáculo para o seu crescimento).

Portanto, mais do que pensar apenas em como será a interação das Suítes proprietárias de Portal (como as da Microsoft, IBM, Sap e Oracle) com o novo navegador, devemos nos perguntar até quando a idéia de uma Suíte proprietária de Portal fará sentido em um mundo de código cada vez mais aberto e de banda cada vez mais larga – sem falar na ampla gama de possibilidades que os mashups de softwares e fontes hospedados na web abrem para as organizações. Em verdade, a própria idéia de portal corporativo, da forma como conhecemos hoje, pode estar em xeque em poucos anos…

E você, o que acha? Dê uma olhada no discurso oficial do Google e depois deixe seus comentários!

Add comment 2/Setembro/2008

Sharepoint 2007: o novo Notes?

Não, você não leu errado. E, se vive no mundo de TI há uns 10 ou 15 anos, vai entender claramente a comparação.

Quem acompanhou o lançamento do MOSS 2007 (vulgo Sharepoint) sabe que houve muito burburinho em torno desta suíte de portal corporativo da Microsoft. Seria ela capaz de cumprir um bom papel no mundo web, onde certamente não está na dianteira? Seria o Sharepoint também uma ferramenta de ECM, como prega a fabricante?

Agora que um ano se passou, duas coisas são certas: o Sharepoint é o maior sucesso recente da empresa (afirmação dela própria e constatação prática deste que vos fala) e as preocupações quanto ao seu “uso indiscriminado” são crescentes. E é aqui que entra o Notes…

Ele foi uma das primeiras maravilhas corporativas da microinformática. Dominando sua linguagem e utilizando mais do que somente o correio eletrônico, era possível construir várias aplicações de forma rápida, com workflow, bases de documentos, alertas… e eis que a área de TI se viu incapaz de orquestrar seu uso, já que proliferavam usuários não-TI que dominavam a ferramenta.

Logo, logo, o que era maravilhoso se mostrou infernal. Simplesmente a sua grande facilidade, frente ao que existia na época, era o seu maior pró – e mostrou-se, logo depois, seu maior contra. Sem governança, sem arquitetura de integração, sem documentação, sem roadmap, o crescimento desordenado se tornou uma grande dor de cabeça. E ainda hoje o é, para muitas empresas que têm vários desenvolvimentos em Notes como legado.

Pois voltemos ao Sharepoint: pegue as análises recentes e os “alertas dos especialistas” a respeito dele, substitua a palavra “Sharepoint” por “Notes” nestes artigos e você verá que as duas realidades, separadas por vários anos, são muito similares. Fato é que a TI está disponibilizando o Sharepoint livremente e ele, que traz várias facilidades e é intuitivo em muitos aspectos, vai proliferando desordenadamente, gerando repositórios isolados, sem padronização, sem controle, sem roadmap, sem documentação… É a vitória do curtíssimo prazo, do pragmatismo exacerbado, sem qualquer visão sistêmica, sobre o planejamento evolutivo e o tratamento destes ambientes como algo orgânico. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Mas uma pergunta não quer calar: se já vivemos isso com o Notes, porque a TI repete o erro de entregar diretamente a ferramenta para os usuários?

E o pior: o mesmo já aconteceu nos primórdios das intranets. Em artigo de 1996, falando sobre “o fenômeno chamado intranet”, um dos cases apresentados como fantástico dava conta de que a FedEx já tinha 600 (!!!) intranets departamentais… o artigo trazia depoimentos dos gestores, falando do quanto era maravilhoso e simples usar o html e acessar pelo browser… Hoje, boa parte das empresas que me procuram querem justamente saber o que fazer com legados desordenados deste tipo, que de produtivos não têm nada…

O principal motivo para essa postura permissiva-omissa é bem claro: a TI se vê refém da sua tradicional incapacidade de ter a agilidade necessária para atender as demandas das áreas de negócio e prefere abrir mão da orquestração em nome de uma falaciosa idéia de estar cumprindo o seu papel, liberando a ferramenta (quando, na verdade, um de seus papéis mais nobres deveria ser justamente a orquestração…).

A diferença, nos dias atuais, é que já temos massa crítica e cases de portais CORPORATIVOS (leia-se: orquestrados) que mostram o caminho – mas ainda assim muitos insistem em repetir os erros do passado. O mais irônico é que, com um bom planejamento e utilizando de forma inteligente os processos de permissão e gestão, é perfeitamente possível dar ao usuário final muito poder e agilidade, mas sem abrir mão da orquestração sistêmica, inclusive usando o Sharepoint 2007.

Além disso, a TI continua caindo no canto da sereia dos fabricantes (que, na maioria das vezes, querem vender e cumprir a meta, custe o que custar) e continua achando que o importante é manter o servidor de e-mail no ar (e olha que o SaaS já é uma realidade). Se focasse mais no I, de ”Informação” (e Conhecimento) e menos no T (de ”Tecnologia”), pensaria duas vezes antes de sair distribuindo Sharepoint para as massas e colocaria os projetos de portal corporativo como elementos prioritários do seu planejamento, já que é tratando informação e conhecimento, com vistas à inteligência coletiva e à inovação, que se agrega efetivo valor ao negócio. Pensar em um projeto de portal é pensar na governança, orquestração e evolução destes ambientes web corporativos que, bem arquitetados, são uma das mais importantes ferramentas para empresas que querem ampliar a sua competitividade neste mundo hiperlinkado.

E você? Ainda confunde sistema crítico-comoditizado (como o e-mail) com estratégico? Então certamente o caos informacional está se formando bem debaixo do seu nariz - e, o que é pior, com a sua bênção…

2 comments 22/Agosto/2008

Ainda SaaS, agora multimídia

Complementando o post anterior, coloquei na seção “Eu, Multimídia” aqui do Intra 2.0 os slides da palestra que realizei para 35 CIO´s de grandes empresas brasileiras sobre Software como Serviço.

Enjoy! :o )

1 comment 16/Julho/2008

Debate sobre SaaS no Comitê de CIO´s do WTC

O que 35 CIO´s de companhias tão diferentes quanto GM, Avaya, CVC e Ernest & Young, dentre outras, têm em comum com o modelo de Software como Serviço? Simples: todos terão (e já estão tendo) a vida afetada por ele, em maior ou menor grau. Foi o que ficou claro no evento de hoje, no Comitê de CIO´s que o Clube de Negócios do WTC organiza mensalmente. 

O Comitê promove a integração destes profissionais, estimula o benchmarking e viabiliza debates sobre tendências, a partir da apresentação inicial de um especialista – tive a honra de ocupar este papel, a convite do Presidente do Comitê (e CIO da GM), Claudio Martins, a quem reitero, aqui, o meu agradecimento. 

Falei do ecossistema que está em torno da idéia de SaaS (sigla em Inglês para Software como Serviço). Explorei os pressupostos da economia digital em rede (como o conceito de Cauda Longa) que viabilizam o modelo e procurei mostrar o quanto ele está ligado, do ponto de vista estrutural, a questões como cloud computing, dispositivos locais com alto poder de processamento e acesso em banda larga.

Do outro lado, apoiado na visão de Nicholas Carr, mostrei a oportunidade que essa mudança de paradigma representa para a área de TI, na medida em que ela pode se desonerar de funções menos nobres, voltadas para a base da sua “pirâmide de Maslow” (como infra e controle), focando a tecnologia como elemento promotor de informação e conhecimento, para a inovação.

Afinal, ter e-mail 24 x 7 é fundamental e crítico – mas, ao contrário do que essa lógica de criticidade induz, não é estratégico (uma vez que todos têm e-mail, torna-se apenas um patamar de qualidade mínima, mas não leva a organização à frente, não é diferencial competitivo…). Por outro lado, há uma perspectiva clara de que as áreas de TI fiquem menores do que são hoje – o que muitas vezes é visto como ameaça…

E o que isso tem a ver com portais e o trinômio Integração + Conteúdo + Colaboração? A proposta de integração, neste novo cenário, se dará não só com os legados internos, mas também com o universo de serviços consumidos externamente. A Arquitetura da Integração e a decisão sobre o balanceamento do que fica interno e do que deve ser terceirizado (em nome de uma redução do custo total, principalmente) passam, portanto, a ser funções nobres do CIO, que não precisará mais ver seu dia-a-dia ser dragado com preocupações de infra, por mais importantes que elas sejam.

Ao final, conseguimos, juntos, no debate, desconstruir alguns mitos, como o que coloca os riscos de uma solução terceirizada como empecilho: ficou claro que não há maior mito do que a idéia de que há segurança efetiva no modelo atual, interno… Sem falar que nós, como pessoas físicas, por exemplo, já colocamos informações críticas nas mãos de terceiros (como no uso de um Internet Banking) – e empresas já usam Salesforce.com mesmo sabendo que os históricos de relacionamento com o cliente representam uma verdadeira mina de ouro… Outro mito que caiu foi o de que SaaS é algo só para pequenas e médias empresas – em verdade, os quatro big players estão investindo pesao e a Oracle, por exemplo, estima que 50% da sua receita virá do modelo de serviço em poucos anos…

Bom também foi ver que, se fugirmos de posições dogmáticas sobre o tema, pode haver ganhos efetivos. É só não achar que tudo tem que virar SaaS. É só refletir bem para ver quando vale a pena e quando modelos híbridos podem ser aplicados. E estar atento para a evolução dos fatores que viabilizam SaaS, já que estamos na infância deste processo.

Como se vê, foi um encontro de alto nível, produtivo e esclarecedor. Muito bom – e gratificante – ter podido participar de algo assim.

Add comment 10/Julho/2008

Carr e o fim da TI como conhecemos

Escrevi, recentemente, um post sobre computação em nuvem, software como serviço e o impacto disso na vida dos departamentos de TI. Agora, uma matéria do Valor mostra Nicholas Carr (o mesmo que escreveu o livro “TI não importa” e abalou o mercado, anos atrás) apostando também em um futuro onde tecnologia da informação será um serviço como a eletricidade.

Confiram um trecho da matéria (com grifos meus) e tirem suas próprias conclusões…

(…) Embora concordem que boa parte das operações internas de tecnologia tende a migrar para as mãos de terceiros – companhias quem prestam serviços em vez de vender produtos -, os diretores de tecnologia são uníssonos em alegar que “funções estratégicas” permanecerão dentro das empresas. Em entrevista exclusiva ao Valor, por telefone, Carr faz ponderações sobre o tema. Na realidade, diz ele, a tendência é que sobrem poucas pessoas nos departamentos de tecnologia das empresas. “A maioria delas, pelo caráter operacional, vai mudar de lado e migrar para os prestadores de serviços.” A questão é que não deverá haver espaço para tanta gente assim. Quanto à necessidade de contato direto entre diretores de TI e presidentes de empresas, Carr afirma que, no dia-a-dia, “essa relação é algo raro” devido ao conhecimento desses profissionais. “A maior parte dos líderes de tecnologia não tem perfil de negócios; essas pessoas sabem que, se quiserem sobreviver, terão que mudar de postura.”

Depois de desbancar o papel estratégico da tecnologia, Carr agora volta à cena com mais um petardo contra os modos tradicionais de comprar e lidar com tecnologia. Em seu livro publicado recentemente nos Estados Unidos – “The big switch: rewiring the world, from Edison to Google” (algo como “A grande virada: reconectando o mundo, de Edison ao Google”), Carr defende a idéia de que a internet irá centralizar tudo aquilo que hoje está instalado em computadores. Sistemas operacionais, planilhas de textos e de cálculos, correio eletrônico, músicas, fotos: tudo fará parte da chamada “cloud computing“, a nuvem digital que será acessada por qualquer dispositivo. A idéia é que a infra-estrutura tecnológica, por mais complexa que seja, passe a ser tratada como um serviço de utilidade, remunerada da mesma forma como acontece com uma conta mensal de energia, água ou gás. Carr lembra que, 100 anos atrás, empresas deixaram de investir em seus próprios geradores de energia para plugar as tomadas em estruturas externas, mudando completamente a forma como o mercado funcionava. “Começamos a perceber esse tipo de movimento hoje quando empresas como o Google decidem oferecer ferramentas de textos e planilhas via internet, sem a necessidade de baixar sistemas”, diz ele.

Então por que o Google tem encontrado dificuldades para emplacar seus sistemas via internet? As pessoas não estariam prontas para isso? “É uma pergunta difícil de responder, mas o que já podemos afirmar é que se trata de um caminho claro.” Bill Gates criou a Microsoft, maior companhia de software do mundo, vendendo licenças de programas como Windows e Office. Mas, segundo Carr, esse modelo de negócios vai se exaurir. “Acredito que em dez anos o modelo de licenças não existirá mais.” Segundo o executivo, a migração de sistemas e serviços para a internet é o que está por trás de planos como o de Steve Ballmer, o executivo-chefe da Microsoft, para adquirir o Yahoo. “A Microsoft vê nessa transação a oportunidade de crescer rápido na internet e gerar receita com publicidade, uma fonte ainda pequena para ela.” A boa notícia, diz Carr, é que a “computação nas nuvens” permitirá que sistemas sofisticados e até agora restritos a grandes empresas tornem-se acessíveis a pequenos negócios, o que irá favorecer países como o Brasil. “Certamente há variações de tempo entre mudanças que vemos nos Estados Unidos e no Brasil, mas não há dúvidas de que elas chegarão.”

Em tempo: o Gartner, em seus mais recentes eventos, também tem apontado para esta tendência…

Como já disse no post passado, podemos também utilizar as mudanças ocorridas no mercado publicitário como referência: a maioria das empresas tinha agências inteiras dentro de casa (as chamadas “houses”), mas hoje isso é uma absoluta raridade. Os profissionais migraram quase todos para prestadores de serviços especializados (e, dentro das empresas, o departamento é absolutamente cerebral e voltado para gerenciar os terceiros – igual futuro aguarda a TI…).

1 comment 12/Junho/2008

Clouds, SaaS e o fim da TI (e do mundo como conhecemos)

O Jornal da Globo apresentou uma matéria anteontem (que agora está disponível em vídeo) sobre o Google e o conceito de “computação nas nuvens”. Trata-se de um bom (e bem embasado) exercício de futurologia, mostrando como este novo paradigma (evolução do conceito de computação em grid) pode mudar nossas vidas… Vale conferir (infelizmente, não consegui fazer o embed aqui no post, não funcionou…).

Notem que Software como Serviço (SaaS) – uma realidade aqui e agora - é a pontinha do iceberg deste futuro. Se será uma mudança para todos os usuários, será um tsunami para a área de TI em especial.

Nesta hora não consigo deixar de lembrar que, até bem pouco tempo, as grandes empresas tinham cada qual a sua agência de publicidade internas – as famosas Houses. Hoje isso é passado – tão passado que muito gente nem lembra mais, tamanha foi a mudança de paradigma.

Se a tendência da cloud computing se confirma, em uns 5 (no máximo 10) anos o departamento de TI das empresas será infinitamente mais enxuto do que é hoje, centrado na inteligência voltada para o negócio e na orquestração/gestão dos parceiros ultra-especializados.

Será mesmo? Bem, veja o vídeo e tire suas próprias conclusões (só não esqueça de compartilhá-las com a gente, nos comentários, para fazermos um debate bacana a respeito).

1 comment 8/Maio/2008


Pensando alto

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Intra 2.0

Declaração de princípios

Responda rápido: Intranet, Portal Corporativo, "Portal, Content and Collaboration", Enterprise 2.0 e/ou Gestão do Conhecimento são temas do seu interesse?

Pois então temos muito em comum: eles são a minha praia, figurinhas freqüentes nestas paragens.

Entretanto, o "INTRA", do título, quer dizer também "por dentro": da vida (corporativa e pessoal), da sociedade louca, da nova era e de tudo que os olhos possam tocar ou que a mente possa vislumbrar. E o "2.0" que o complementa é uma alusão à evolução do meio digital e também a sinalização de que este é meu segundo blog...

Vago? Fragmentado? Nada mais blog. Nada mais urbano e aquariano. Estou em casa - e a porta está aberta. :o)

Ricardo Saldanha

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