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90 dias que abalaram meu mundo
Gente, que coisa feia, né? Três meses sem um mísero post é uma vergonha para qualquer um – não seria diferente comigo…
O que salva são os twittes – no ritmo alucinante que tenho vivido, os 140 caracteres caem como uma luva, viabilizando o contato nas pequenas brechas de tempo (alguém duvida que esse é um dos motivos do sucesso dele?). Mas ainda assim me sinto em débito.
Nesse período de ausência aqui, muita coisa rolou:
- saíram os vencedores do Prêmio Intranet Portal 2009 – Eletrobrás e Documentar levaram o Grand Prix do setor público e iniciativa privada, respectivamente;
- tudo pronto para o lançamento do Curso de Extensão “Intranets e Portais Corporativos: Análise de Maturidade”, que estou terminando de escrever para o Senac-SP (será oferecido na modalidade a distância, com primeira turma em fevereiro/2010);
- trabalhamos duro para fazer sa Conferência de encerramento do Prêmio, que acontece semana que vem (12 e 13 de novembro de 2009), o maior, mais qualificado e mais completo evento do segmento, com entrega dos troféus, palestras, tendências, lançamento do curso citado acima e – o mais importante – apresentação dos casos vencedores do Prêmio;
- também será lançado lá o Livro coletânea da edição 2009, com os 9 casos premiados, organizados por mim – já vai estar disponível na semana que vem lá no Clube de Autores.
Deu para ver que a vida aqui não está nada fácil, né? Some-se a isso uma mulher muito amada, quatro filhos lindos, fazer decolar o Instituto Intranet Portal, tocar a Gerência de Inovação e Marketing da Lumis (incluindo o Assessment para reformulação da intranet do Magazine Luiza, em parceria com o Fernando Viberti e a Conteúdo Online) e, já que besteira pouca é bobagem, uma mudança de apartamento em poucas semanas…
Ficou com pena? Estou perdoado pelos 3 meses de ausência? rs… Disso não sei – mas que esse post sofre de síndrome de vitimização agura, sofre…
Falando sério: são realizações das quais me orgulho pacas. Mas é coisa demais, dei o passo maior que a perna neste segundo semestre. E, em função disso, pareço um zumbi, contando com muita compreensão de parceiros e familiares para dar conta, já que o cobertor de tempo é claramente curto.
Com isso, inaugura-se a lista de projetos para 2010: reduzir a carga. Menos é mais será meu lema.
Enquanto isso não acontece, veja o filme, compre o livro, visite o site – ou melhor: vá na conferência, compre a coletânea e se inscreva no curso. E se associe ao Instituto, ora bolas. Aí tudo se completa e terá valido a pena.
Em tempo: as inscrições para a Conferência foram prorrogadas até 10/11 – corra! Escreva “INTRA 2.0″ no campo “Código Promocional” do formulário de inscrição e ganhe 20% de desconto. Quem sabe aí sim você me perdoa de vez pelo sumiço aqui e vai conversar comigo ao vivo, lá?
Add comment 7/Novembro/2009
AI em intranets e portais corporativos – curso mostra porque é diferente
No dia 24/8, o Instituto Intranet Portal estará realizando o seu primeiro workshop profissional, focado em AI para intranets e portais corporativos.
A instrutora será a experiente Alessandra Nahra (profissional de primeira e grande amiga). Ale esteve este ano no SXSW Interactive e no IA Summit! – no curso, vai trazer o que de melhor rolou por lá.
Em formato de imersão, com apenas 12 participantes, ela abordará questões como:
- Como fica a AI numa realidade de personalização avançada, com base em webparts/portlets/widgets?
- Qual o impacto das redes sociais no trabalho do arquiteto?
- Como usar o Twitter no ambiente corporativo?
- Quais são as mais novas técnicas para construir ambientes digitais de forma colaborativa com os usuários?
Confira o programa completo, condições e inscrições no site do Instituto (associados têm 20% de desconto).
Add comment 8/Agosto/2009
Sharepoint 2007: o novo Notes?
Não, você não leu errado. E, se vive no mundo de TI há uns 10 ou 15 anos, vai entender claramente a comparação.
Quem acompanhou o lançamento do MOSS 2007 (vulgo Sharepoint) sabe que houve muito burburinho em torno desta suíte de portal corporativo da Microsoft. Seria ela capaz de cumprir um bom papel no mundo web, onde certamente não está na dianteira? Seria o Sharepoint também uma ferramenta de ECM, como prega a fabricante?
Agora que um ano se passou, duas coisas são certas: o Sharepoint é o maior sucesso recente da empresa (afirmação dela própria e constatação prática deste que vos fala) e as preocupações quanto ao seu “uso indiscriminado” são crescentes. E é aqui que entra o Notes…
Ele foi uma das primeiras maravilhas corporativas da microinformática. Dominando sua linguagem e utilizando mais do que somente o correio eletrônico, era possível construir várias aplicações de forma rápida, com workflow, bases de documentos, alertas… e eis que a área de TI se viu incapaz de orquestrar seu uso, já que proliferavam usuários não-TI que dominavam a ferramenta.
Logo, logo, o que era maravilhoso se mostrou infernal. Simplesmente a sua grande facilidade, frente ao que existia na época, era o seu maior pró – e mostrou-se, logo depois, seu maior contra. Sem governança, sem arquitetura de integração, sem documentação, sem roadmap, o crescimento desordenado se tornou uma grande dor de cabeça. E ainda hoje o é, para muitas empresas que têm vários desenvolvimentos em Notes como legado.
Pois voltemos ao Sharepoint: pegue as análises recentes e os “alertas dos especialistas” a respeito dele, substitua a palavra “Sharepoint” por “Notes” nestes artigos e você verá que as duas realidades, separadas por vários anos, são muito similares. Fato é que a TI está disponibilizando o Sharepoint livremente e ele, que traz várias facilidades e é intuitivo em muitos aspectos, vai proliferando desordenadamente, gerando repositórios isolados, sem padronização, sem controle, sem roadmap, sem documentação… É a vitória do curtíssimo prazo, do pragmatismo exacerbado, sem qualquer visão sistêmica, sobre o planejamento evolutivo e o tratamento destes ambientes como algo orgânico. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
Mas uma pergunta não quer calar: se já vivemos isso com o Notes, porque a TI repete o erro de entregar diretamente a ferramenta para os usuários?
E o pior: o mesmo já aconteceu nos primórdios das intranets. Em artigo de 1996, falando sobre “o fenômeno chamado intranet”, um dos cases apresentados como fantástico dava conta de que a FedEx já tinha 600 (!!!) intranets departamentais… o artigo trazia depoimentos dos gestores, falando do quanto era maravilhoso e simples usar o html e acessar pelo browser… Hoje, boa parte das empresas que me procuram querem justamente saber o que fazer com legados desordenados deste tipo, que de produtivos não têm nada…
O principal motivo para essa postura permissiva-omissa é bem claro: a TI se vê refém da sua tradicional incapacidade de ter a agilidade necessária para atender as demandas das áreas de negócio e prefere abrir mão da orquestração em nome de uma falaciosa idéia de estar cumprindo o seu papel, liberando a ferramenta (quando, na verdade, um de seus papéis mais nobres deveria ser justamente a orquestração…).
A diferença, nos dias atuais, é que já temos massa crítica e cases de portais CORPORATIVOS (leia-se: orquestrados) que mostram o caminho – mas ainda assim muitos insistem em repetir os erros do passado. O mais irônico é que, com um bom planejamento e utilizando de forma inteligente os processos de permissão e gestão, é perfeitamente possível dar ao usuário final muito poder e agilidade, mas sem abrir mão da orquestração sistêmica, inclusive usando o Sharepoint 2007.
Além disso, a TI continua caindo no canto da sereia dos fabricantes (que, na maioria das vezes, querem vender e cumprir a meta, custe o que custar) e continua achando que o importante é manter o servidor de e-mail no ar (e olha que o SaaS já é uma realidade). Se focasse mais no I, de ”Informação” (e Conhecimento) e menos no T (de ”Tecnologia”), pensaria duas vezes antes de sair distribuindo Sharepoint para as massas e colocaria os projetos de portal corporativo como elementos prioritários do seu planejamento, já que é tratando informação e conhecimento, com vistas à inteligência coletiva e à inovação, que se agrega efetivo valor ao negócio. Pensar em um projeto de portal é pensar na governança, orquestração e evolução destes ambientes web corporativos que, bem arquitetados, são uma das mais importantes ferramentas para empresas que querem ampliar a sua competitividade neste mundo hiperlinkado.
E você? Ainda confunde sistema crítico-comoditizado (como o e-mail) com estratégico? Então certamente o caos informacional está se formando bem debaixo do seu nariz - e, o que é pior, com a sua bênção…
2 comments 22/Agosto/2008
Vem aí o PRÊMIO INTRANET PORTAL!
Depois de 7 meses de planejamento e estruturação, começamos hoje a divulgar oficialmente o Prêmio Intranet Portal, que será lançado no início de junho. O primeiro passo foi antecipar para os colegas da WI Intranet – e, agora, para os leitores que me acompanham aqui no blog.
Vejam a mensagem que enviei – e aguardem as muitas novidades que virão!
“Amigos,
Quando o Intranet Portal foi lançado, em 2004, meu maior objetivo era criar
uma referência nacional sobre o tema, gerando massa crítica e contribuindo
para a formação (e amadurecimento) do mercado. Até hoje é assim, essa é a
sua missão.
Agora, chegou a hora de darmos mais um passo importante nesta direção, com a
criação do PRÊMIO INTRANET PORTAL, iniciativa minha, em parceria com o
grande amigo (e referência em GC no Brasil), Sérgio Storch. Trata-se de uma
premiação única no gênero, como também único é o site (e única é a lista de
discussão que a ele deu origem, iniciada em 2002).
Já no início de junho será lançado um hotsite, com todos os detalhes,
seguindo-se a abertura de inscrições. Por enquanto, esta mensagem tem apenas
o objetivo de antecipar o fato a vocês, que constituem a maior comunidade
sobre o tema em Língua Portuguesa – e que nos fizeram chegar até aqui.
Para finalizar, deixando um gostinho na boca, listo as principais
características do Prêmio que logo, logo estará no ar. Confiram:
- Critérios de avaliação validados e incrementados por um BOARD de
representantes do mercado, garantindo aderência dos quesitos à realidade
prática (o nome dos integrantes do board constará do hotsite) - JÚRI TÉCNICO independente, composto de profissionais reconhecidos, com
grande conhecimento em suas áreas (o nome dos jurados também será divulgado
em breve) - Avaliação técnica baseada em quatro Categorias: INTEGRAÇÃO/TI; CONTEÚDO;
COLABORAÇÃO; e ENTERPRISE 2.0 - Prêmios de DESTAQUE para os que melhor pontuarem em cada uma das
Categorias citadas acima, valorizando não só os portais horizontais mais
completos, mas também aqueles que inovam em cada um destes segmentos-chave - GRAND PRIX para o case que obtiver a melhor avaliação na soma das
Categorias citadas e comprovar, por meio de métricas claras, VALOR PARA O
NEGÓCIO (quesito de maior peso) - Premiação não só para a empresa beneficiária do portal, mas também para
todos os FORNECEDORES que eventualmente apoiaram o projeto em Planejamento,
Desenvolvimento e Ferramenta - Criterioso PROCESSO DE AVALIAÇÃO, composto, para o Grand Prix, de 3 etapas
(Júri Técnico; Votação Aberta; e Avaliação in loco, visitando as Top 3
definidas pelo Júri) - Valorização também dos profissionais e empresas que fazem o mercado, com
prêmios para PROFISSIONAL e EMPRESA DO ANO - APOIO INSTITUCIONAL de organizações de renome (lista o hotsite, em breve)
- APOIO de mídia de revistas e sites do segmento (lista no hotsite, em
breve) - Coroando a iniciativa, teremos EVENTO DE GRANDE PORTE, DE ALTÍSSIMA
QUALIDADE, em novembro deste ano
Por enquanto, é isso… Quem tem case bacana, já pode se preparar para a
inscrição! Quem quiser trocar experiências e aprender ainda mais, pode
acompanhar e interagir conosco durante o processo. E quem quiser ver os
grandes vencedores, já pode programando a participação no evento! De uma
forma ou de outra, conto com vocês para que façamos desta iniciativa um
grande sucesso, que beneficiará a todos.”
Add comment 30/Maio/2008
TI Inside repercute os resultados do IMP
Faz três anos que coordeno e faço as análises da Pesquisa IMP-Brasil (Índice de Maturidade dos Portais), iniciativa da Conectt/Plena.
Trata-se de uma survey – pesquisa aberta – que, entretanto, atrai sobretudo o público do Intranet Portal e da lista de discussão WI Intranet. Logo, é um bom retrato da realidade nacional (cuja importância aumenta na medida da carência de referências específicas do mercado nacional).
Na sua última edição, recém-lançada, a revista TI Inside apresenta alguns resultados do IMP em primeira mão. A matéria inclui também citações deste que vos fala, interpretando os principais resultados. Em breve, creio que o site da revista também reproduza a matéria.
O lado positivo disso tudo é estar colocando intranets e portais em evidência, ajudando a jogar luz sobre este segmento. Entretanto, a nota distoante fica por conta da estruturação da matéria (que aborda websites corporativos e intranets de uma forma confusa) e da sua própria redação (pouco clara em alguns momentos e com erros de ortografia, estrutura e concordância em outros, o que é lamentável).
De qualquer forma, o saldo é positivo por mostrar, como conclui a edição 2007 do IMP, que o mundo de informação e conhecimento suportado por ambientes digitais está entrando na puberdade, avançando a passos largos para a maturidade.
Em junho, o Relatório Standard do IMP-Brasil 2007 estará disponível para download gratuito. E o Relatório Premium será enviado aos participantes da pesquisa, além de ser comercializado para o público em geral.
Add comment 28/Maio/2008
As três peculiaridades de um projeto de portal
Muitas empresas ainda contratam projetos de portal como se fossem projetos de tecnologia. Mas eles são mais que isso (feliz ou infelizmente… rs…). Aqui vão as três principais diferenças de um projeto desta natureza em relação a projetos “puro sangue” de implantação de sistemas:
1 – PROJETO QUE NÃO É PROJETO…
Para começar, qualquer pessoa sabe que “projeto” é algo que tem começo-meio-e-fim. Mas portais, por definição, não têm fim – requerem manutenção constante, tornam-se elementos orgânicos, crescem com a companhia. Logo, falar em “projeto de portal” só é admissível se imaginarmos que se trata de uma reformulação ou da criação de um novo ambiente – mas nunca devemos nos deixar enganar pela idéia de que “acaba quando termina”. Na verdade, a brincadeira começa mesmo quando termina (o projeto)…
2 – UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ PORTAL
Outra grande diferença: a necessidade de uma efetiva abordagem colaborativa. Não existe isso de “implanta esse portal aí para mim e me entrega quando estiver pronto”. Só vai estar pronto se você, cliente, trabalhar junto, de forma efetiva, desde o primeiro dia de projeto. Se houver comprometimento. E se o trabalho envolver um time multi-áreas (no mínimo TI e Comunicação têm que estar no barco, formando o núcleo básico da governança estratégica que dará sustentabilidade ao ambiente).
3 – SUSTENTABILIDADE É O NOME DO JOGO
Ora, se ele é um projeto que não termina e se depende de uma atuação multi-áreas, então não vai parar em pé se não existirem preocupações e atividades voltadas para construir as bases estruturais de longo prazo (leia-se: governança, gestão de conteúdo, arquitetura da informação e arquitetura da participação). Sem isso, poderemos até ter um projeto de sucesso (concluído no prazo, atendendo as primeiras demandas das áreas, bonitinho…), mas dificilmente teremos um portal de sucesso, que agregue crescente valor, evoluindo de forma estruturada e alinhada à estratégia da empresa (que se sustente ao longo do tempo, portanto).
Em outras palavras: sem foco nas estruturas de sustentabilidade, todo o esforço de projeto caduca e você volta a ter um mico nas mãos em alguns meses…
Sem ter estas três lições em mente, vai por mim, o risco de não obter sucesso é grande – vejo isso todo dia… ;o)
Add comment 14/Maio/2008
Agregando valor em ambientes digitais corporativos – Conteúdo (parte 3)
Retomando a série de posts sobre as propostas únicas de valor de um portal, vamos falar um pouco sobre o segundo pilar – Conteúdo.
Para começar, é importante lembrar que a expressão “Gestão de Conteúdo” é usada tanto por webjornalistas (focados quase sempre em processos digitais de comunicação interna) quanto por profissionais de ciência da informação (preocupados com o ciclo de vida de documentos, sua gestão, guarda, compliance, etc). Logo, o mundo do conteúdo, em verdade, são dois mundos – um com visão mais estrita do que seja conteúdo, enquanto o outro aborda o tema de forma bem mais ampla.
A segunda proposta de valor: promover o uso e reuso, organizar o conteúdo.
Em qualquer dos casos, o que está em jogo é a capacidade de gerar uma base mais estruturada de informações e conhecimentos explícitos, ao mesmo tempo em que se amplia o alcance (tanto do consumo quanto da participação/inserção). Em outras palavras: o nome do jogo é “uso e reuso”… e a questão é “como achar a agulha no palheiro”, na medida em que o problema maior dos nossos tempos é o excesso (e não a falta) de conteúdos.
Do ponto de vista da gestão do conhecimento, está em jogo a memória, a base sobre a qual, pela via da colaboração (próximo pilar, próximo post), podemos criar, inovar. Do ponto de vista do negócio em si, trata-se de prover o just in time da informação: que ela chegue na hora certa, para a pessoa certa, de forma indissociada ao processo de negócio.
Na sua interface com a Tecnologia, temos as ferramentas de Busca, ECM (Enterprise Content Management) e afins, viabilizando essa estruturação e recuperação mais fácil. Na interface com a Colaboração, é o mundo da aprendizagem organizacional, gestão do conhecimento e inteligência coletiva – assunto do próximo post da série, aguardem…
Add comment 23/Abril/2008
Agregando valor em ambientes digitais corporativos – Tecnologia (parte 2)
Era uma vez uma intranet, numa empresa distante, no longínquo ano de 1996… Nela, alguém de TI teve a grande sacada de usar a lógica da internet, mas desta vez voltada para o universo interno. Nascia ali a relação visceral da TI com as intranets, que perdurou por muito tempo.
Eis que as ferramentas de publicação avançam e TI se vê perdendo aquele rebento para as áreas de negócio. Agora, ela era só meio e as demais áreas eram vistas como clientes – em muitos lugares, ainda é assim.
Mas de repente, não mais que de repente, os publicadores evoluem para verdadeiros frameworks de portal, incorporando coisas como single sign on, workflow, personalização, camada de integração para acesso a legados e outras tranqueiras. E agora, TI?
Conteúdo, Tecnologia e Colaboração (PCC traduzido em língua tupiniquim), destacando os ganhos para TI – clique para ampliar
Pois bem, a espiral rodou e o pêndulo voltou a mostrar que portais agregam valor pela sua própria tecnologia, “independente” das aplicações de negócio que possa ter. Dentre as principais vantagens (veja outros itens, clicando na figura acima) que se pode enumerar, temos:
-
sua lógica modular, seus mashups e sua facilidade de acrescentar uma camada inteligente que torna desnecessário mexer nos legados fazem da orquestração algo menos penoso, criando um atalho para SOA;
-
o desenvolvimento se torna mais barato e rápido utilizando-se módulos prontos e funções como single sign on (a partir de um cadastro de login único), workflow e templates;
-
a estrutura de permissões permite definir perfis baseados em uma governança federativa, facilitando o controle sem gerar um gargalo;
-
em integrações com sistemas como ERPs, pode haver enormes economias com aquisição de licenças daqueles softwares, pois o portal se encarrega de fazer o acesso e a entrega do conteúdo para o usuário final;
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o mais óbvio: com uma interface web-based, amigável, torna a vida do usuário mais fácil e TI deixa de ouvir as tradicionais reclamações em relação a interfaces quadradas, como a dos ERPs.
Em outras palavras: se o portal continua sendo importantíssimo para as áreas-fim, ele passa a ter também uma relevância enorme para a própria TI, mesmo que ela porventura só esteja pensando com o próprio umbigo. E, não raro, é aí que se concentra o ROI hard da coisa toda.
Isso é algo que só os portais fazem. É um diferencial. E uma seara que, em sendo corretamente explorada nos projetos, traz ganhos inequívocos para TI – e para a empresa como um todo, conseqüentemente. Entretanto, a maioria dos CIOs ainda não se deu conta disso.
Se escolherem a suíte de portal com atenção, como algo estratégico, pensando que em orientar todos os desenvolvimentos subseqëntes para este framework, podem promover ganhos e desonerar seus profissionais, apontando para um futuro mais convergente e interoperável. É isso, por sinal, que estão fazendo os próprios fabricantes: as ferramentas de portal passam a ser o carro chefe e todo o resto está orientado para integrar-se com elas…
Add comment 12/Março/2008



