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As prioridades dos CEOs na América Latina

Pegando carona no post de ontem, reproduzo aqui um trecho dos resultados da pesquisa que a IDC promoveu este ano com “187 entrevistas com CEOs (Chief Executive Officer), vice-presidentes de negócios e decisores de TI de empresas baseadas na Argentina, Brasil e México, de médio e grande portes”:

(…)

Sobre as prioridades de negócios para 2008, a preocupação com o cliente permanece no topo da agenda dos CEOs da América Latina. O que mudou da pesquisa de 2006 para a de 2008 foi que Inovação de Produtos subiu da quinta para a segunda colocação, o que demonstra a preocupação atual das empresas em manter-se competitivas em seus mercados. A conquista de eficiência através de Supply Chain apareceu em quinto lugar, o que é muito interessante uma vez que na pesquisa anterior este item não foi indicado como prioritário. Produtividade de vendas manteve-se na terceira posição, enquanto Capacidade de Resposta de TI desceu da quarta para a quinta posição.

Nos guias de investimentos em TI para 2008, as aplicações de Back Office lideram a lista, seguidas por soluções de segurança e de relacionamento com o cliente. E as soluções com mais tendência a crescer dentro das empresas latino-americanas são as aplicações de serviços relacionados a software e de gerenciamentos de identidade e de conteúdo.

(…)

Os grifos são meus e falam por si só, não? É, as espinhas parecem mesmo estar proliferando…

Add comment 30/Outubro/2008

IBM, Microsoft e Lumis

Estes são os líderes em market share no Brasil, no mercado de portais, segundo a IDC.

Matéria da TI Inside complementa um post recente meu, informando ainda os percentuais de participação destas marcas: IBM (e seu Websphere) tem 26,8%, Microsoft (e seu MOSS 2007, vulgarmente conhecido como Sharepoint) tem 14,95% e a Lumis (com o Lumis Portal Suite) vem logo atrás, com 11,9%.

Confira a matéria na íntegra em http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=91354&C=265

1 comment 1/Agosto/2008

Reflexões a partir do workshop

Dez dias atrás, realizei a nona edição do meu workshop, que oferece uma visão de conceitos, estratégias e metodologias para diagnóstico e planejamento de intranets e portais corporativos avançados.

O Canal Executivo, responsável pela organização e captação, mais uma vez deu show: a turma estava lotada, com 35 pessoas (mais do que isso inviabilizaria a dinâmica que fazemos no segundo dia). E ainda teve, mais uma vez, lista de espera – por si só um bom sinal no nível de amadurecimento do mercado, já que isso se repete a três edições do curso.

Olhando no retrovisor, fica claro que as grandes empresas estão mais preocupadas em capacitar profissionais para cuidar de suas intranets ou portais corporativos, já que a grande maioria dos participantes é oriunda delas. Pescando apenas pela memória, estiveram por lá, nas nove edições, representantes da Odebrecht, Camargo Corrêa, Sebrae, Banco do Brasil, Basf, Amil, Petrobras, Pfizer, Caixa, Banco Central, Positivo e Fiocruz – parando por aqui, para não ficar cansativo…

Para a maioria dos participantes, noto que a grande descoberta está relacionada ao reposicionamento destes ambientes digitais como fundamentais para a estratégia e para a competitividade. Em muitas organizações, prevalece a visão básica, de que intranets são um mero mural de avisos e/ou um repositório (quase sempre pouco organizado) de conteúdos. Ter a visão de “para onde isso vai” e entender a importância que pode ter para sua empresa gera uma mudança importante de perspectiva dos alunos - se o desafio é maior, o pote de ouro no final do arco-íris também é (inclusive profissionalmente falando).

Outro ponto alto é a dinâmica, quando são instigados a praticar o que viram no primeiro dia. É uma forma de forjar conhecimento tácito e sair da mesmice expositiva. Ao apresentarem para turma o resultado do seu planejamento e ouvirem os comentários e críticas, geramos uma atmosfera positiva de aprendizagem coletiva.

Também é emblemático notar que a maioria dos participantes vem da área de TI, embora mereça registro o crescente número de organizações que já tratam intranets e portais corporativos a partir da perspectiva de um comitê.

Minha maior felicidade é notar que os participantes saem do workshop com uma visão ampliada e com mais instrumentos para encararem os desafios do dia-a-dia. No fundo, o processo de planejamento não passa de uma leitura do negócio e da compreensão do papel e das potencialidades do portal, promovendo um casamento entre eles. Tecnicamente falando, os desafios se concentram em várias frentes e dificilmente podem ser resolvidas por uma única pessoa. É por isso que digo: um projeto de portal é, ele mesmo, emblemático do novo contexto de negócios em que vivemos…

Em outubro teremos a décima – e comemorativa! – edição do workshop. Vejo você lá? ;o)

Add comment 30/Julho/2008

Mercado de portais cresce 25% em 2007, diz IDC

Em release recente, a Lumis, fabricante nacional de ferramenta para construção de intranets e portais, incluiu a citação de uma pesquisa de mercado da IDC que diz o seguinte (grifo meu):

“De acordo com a IDC, que realiza o estudo segundo a mesma metodologia e modelo de mercado que aplica para todas as regiões do mundo, o mercado brasileiro de portais corporativos teve um ótimo desempenho em 2007, atingindo 25% de crescimento em 2007, na comparação com 2006. Segundo o analista sênior de aplicações de software da IDC, Julio Pagani, o mercado de portais corporativos na América Latina cresce mais rapidamente que a média do mercado de TI na região. “No Brasil, este crescimento é ainda superior ao latino-americano e essa configuração, com o Brasil alavancando a média de crescimento da região, será mantida pelos próximos cinco anos, ao menos“, afirma Pagani.”

Se o número é absurdamente expressivo, a constatação final de Pagani é ainda mais reveladora: estamos diante de algo que inexoravelmente vai crescer mais e mais. Ou alguém acha que as empresas vão parar de ter problema para gerir informação e conhecimento? ;o)

Em tempo: esta mesma pesquisa aponta o Lumis Portal Suite como a terceira força do mercado, mesmo comparando com as ferramentas dos big players internacionais – um feito impressionante, mesmo conhecendo há muito tempo a competência e inventividade do André Matos e sua trupe. Estão mesmo de parabéns!

Add comment 8/Julho/2008

O mundo não-B2C

Até hoje me impressiona o fato de que muitas pessoas esclarecidas imaginam que o mundo web é uma coisa só. Não é.

Muito embora haja uma evidente base comum entre internet, intranet e extranet, as similaridades são infinitamente menores do que as particularidades.

Basicamente, a internet é o mundo B2C, onde o que vale é fazer contato com clientes finais. Logo, a disciplina predominante é o webmarketing. O foco primordial é comercial.

O universo das intranets, extranets, portais corporativos (e quantas outras denominações você possa encontrar…) é o mundo “não-B2C”. O uso do ambiente digital está voltado para melhoria dos processos de negócio, para aumento da produtividade. O cliente não é um consumidor, mas sim o “trabalhador do conhecimento”, como bem definiu Peter Drucker. E as disciplinas primordiais envolvidas são a Ciência da Informação e a Gestão do Conhecimento – e não webmarketing.

Isso muda tudo. É a razão pela qual agências web entendam pouco do mundo corporativo. Logo, em geral, não reúnem competência para desenvolver projetos voltados para intranet ou portal corporativo (embora a maioria delas coloque em suas ofertas a possibilidade de criar desde sites até intranets, na linha do “é tudo a mesma coisa”). O mesmo vale para consultores – há os focados no mundo digital corporativo (como eu) e os experts em e-business.

São, portanto, dois mundos que se tangenciam e compartilham uma estrutura comum, mas definitivamente são áreas diferentes.

Add comment 7/Maio/2008

Microsoft finaliza compra da Fast Search

Já tinha sido anunciado em janeiro, mas só agora foi formalizado: a Fast agora é “a Microsoft Subsidiary”, como anunciou Hadley Reynolds em post do dia 25 no FastForwardBlog. Ao mesmo tempo, Kirk Koenigsbauer, General Manager do SharePoint Business Group, confirmava.

Com isso, a M$ dá uma tacada de mestre, reforçando o MOSS (Sharepoint 2007) em um aspecto em que ele nunca foi competitivo: a busca. Claro está que ainda haverá um tempo de desenvolvimento para que a integração das ferramentas esteja completa, mas um futuro com a (excepcional) ferramenta da Fast incorporada inclui um horizonte ainda mais promissor para o Sharepoint.

Esse movimento da Microsoft também representa um reforço contra as investidas do Google no mundo corporativo. Em evento realizado em fevereiro, do qual participei (e relatei aqui no blog), dá para notar que a ferramenta do Google ainda fica devendo para a da Fast (principalmente porque o genial PageRank, tão importante na internet, não se aplica no universo intra-firewall). Mas quem duvidar da capacidade inventiva do Google para tirar o atraso certamente é louco – e a MS pode ser muita coisa, mas doida não é…

Por outro lado, representa a consolidação do mercado de busca como algo extremamente relevante – haja vista o que a própria Microsoft tem feito para adquirir o Yahoo (já imaginaram a força que ganha a MS se juntar Fast+Yahoo debaixo do seu guarda-chuva?).

Não podemos esquecer também que é parte do movimento de consolidação do mercado de portais horizontais, onde as suítes vão ficando cada vez mais poderosas, englobando em suas ofertas tudo que se refere a integração com legados, gestão de conteúdo e fomento à colaboração. Já não é mais possível olhar para estes elementos separados - não se quisermos efetivamente agregar valor ao negócio das organizações.

1 comment 28/Abril/2008

E a consolidação do mercado continua…

Foi confirmada a aquisição da BEA pela Oracle – movimento mais recente no processo de concentração do mercado de portais horizontais.

Pelos critérios do Gartner, por exemplo, havia 19 players em 2005, caindo para 14 no ano seguinte. Em 2007, eram 10 – agora, em 2008, são apenas 9 (e contando…).

Trata-se de um sinal inequívoco do cresimento da importância destas ferramentas (a ponto de valer à pena comprar tecnologia e/ou carteira de clientes para ficar melhor posicionado). Uma melhor orquestração da área de TI, a necessidade crescente de gerir o conteúdo e o grande apelo da colaboração estão alavancando o interesse por portais, em um movimento que tem um quê de inexorável…

No mercado nacional, permanecem Navita, Lumis e Calandra como principais ferramentas – todos investindo em novas funcionalidades e versões de seus produtos.

Resta saber como a Oracle fará para conciliar os 2 (ótimos) produtos da BEA com os seus 2 produtos neste segmento (Portal e Webcenter). Quem viver, verá.

1 comment 10/Abril/2008

Agregando valor em ambientes digitais corporativos – a trilha (parte 1)

Para que serve sua intranet? O que um portal tem que nenhum outro sistema já criado possui? Quais são seus diferenciais máximos e onde eles agregam valor?

Estas são questões que muitas vezes esbarram em respostas muito amplas (portal = panacéia) ou muito estreitas (viciadas pela voz/papel do seu interlocutor).

Eis que surge, nesse mar de confusão, o PCC. Não, não é o que você está pensando: felizmente, o assunto aqui nada tem a ver com facções criminosas, mas sim com uma sigla que vem se consolidando, aqui e lá fora, para definir o universo de atuação das intranets e portais.

“E daí? Mais uma buzzword?”. Sim. E não. Segundo consta, quem cunhou a expressão “Portals, Content and Collaboration” (Portal, Conteúdo e Colaboração) foi o Gartner – maior produtor mundial de buzzwords… rs… Mas, olhando com mais atenção, dá para notar que eles conseguiram “colocar o ovo em pé” – conseguiram demarcar claramente, pela primeira vez, o universo de atuação dos ambientes digitais corporativos, o que nos ajuda muito a entender onde eles agregam efetivo valor.

Em bom Português, significa dizer, em alto e bom som, que intranets e portais servem para três coisas (e são o melhor que há em cada uma delas): 

  1. PORTAL = Tecnologia = integrar e orquestrar sistemas de forma mais racional, para a TI, e amigável, para o tomador de decisão/usuário;
  2. CONTENT = Conteúdo = promover a produção, acesso, uso, reuso e guarda dos muitos conteúdos produzidos no ambiente corporativo;
  3. COLLABORATION = Colaboração = estabelecer a aproximação, mediada e apoiada pela tecnologia, dos cérebros e talentos da organização.

[De certa forma, tem tudo a ver com a abordagem que defendo há tempos: o ambiente digital corporativo deve ser um elemento integrado (orquestração tecnológica) e integrador (aproximando pessoas de conteúdos e pessoas de pessoas)].

Nós próximos posts desta semana, vou focar em cada um destes três aspectos, procurando demonstrar como, ao seguir uma dessas trilhas, você pode agregar inequívoco valor ao negócio de uma organização com sua intranet ou portal (falaremos do tão perseguido ROI…).

E mais: como, seguindo os três, de forma conjugada, incorporando uma visão de processos, uma modelagem alinhada à estratégia e preocupações com gestão de mudanças se alcança um ganho sinérgico e sistêmico que faz do ambiente a tão falada plataforma das “empresas que aprendem”.

Até!

1 comment 3/Março/2008


Pensando alto

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Intra 2.0

Declaração de princípios

Responda rápido: Intranet, Portal Corporativo, "Portal, Content and Collaboration", Enterprise 2.0 e/ou Gestão do Conhecimento são temas do seu interesse?

Pois então temos muito em comum: eles são a minha praia, figurinhas freqüentes nestas paragens.

Entretanto, o "INTRA", do título, quer dizer também "por dentro": da vida (corporativa e pessoal), da sociedade louca, da nova era e de tudo que os olhos possam tocar ou que a mente possa vislumbrar. E o "2.0" que o complementa é uma alusão à evolução do meio digital e também a sinalização de que este é meu segundo blog...

Vago? Fragmentado? Nada mais blog. Nada mais urbano e aquariano. Estou em casa - e a porta está aberta. :o)

Ricardo Saldanha

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