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Google Chrome – uma das peças que faltavam
Hoje tem tudo para ser um dia histórico. O dia em que foi dado um grande passo para fazer da web o tão falado “novo sistema operacional”. O dia em que o Google (sempre eles…) lançou o browser Chrome.
Já instalei e li os releases, bem como as apresentações que o Google preparou. Me pareceu rápido, mas apresentou alguns problemas quando eu fui editar uma página do Intranet Portal, que está baseado em Plone/Zope – o que não é o fim do mundo, principalmente para algo que está na versão 0.2, como é o caso do Chrome. Em contra-partida, lá está a inteligência emergente e probabilística típica do mundo 2.0, fazendo com que o navegador nos mostre automaticamente as páginas que temos visitado mais, toda vez que abrimos uma nova aba.
Mas o que há de mais relevante está acontecendo nos bastidores, com destaque para a separação de aplicações que rodem em janelas diferentes, a melhoria da segurança e a otimização da performance geral (e de Java, em particular).
Mal comparando, o Google resolveu agora um problema que também assolava nossos desktops, quando o mundo ainda era offline: se um aplicativo travasse, todos os outros eram afetados e, não raro, perdíamos trabalhos que estávamos fazendo utilizando a capacidade multitarefa. Como o Google identificou com maestria, a experiência na web agora não é mais de simples consulta a textos, mas de interatividade. Em outras palavras: nosso browser aciona aplicativos ao invés de simplesmente mostrar páginas html estáticas, como no passado. Assim, se um deles travar, não perderemos mais o que estávamos fazendo nas demais “janelas” (desculpando o trocadilho…).
O mundo das intranets e portais corporativos certamente será afetado, principalmente se o Google conseguir reverter o quase monopólio do Internet Explorer. Mas o mais importante é realmente o fato de estarmos diante da primeira evolução significativa e estrutural alinhada aos conceitos de clowd computing, SaaS (Software as a Service) e web 2.0. O avanço do browser pode ser visto como um passo importante para a chamada “Internet 2″, onde teríamos a mesma rede global, mas agora mais sofisticada, segura e capaz de responder às demandas dos novos tempos (se a simplicidade da Internet fez dela o fenômeno que é, agora começa também a ser o principal obstáculo para o seu crescimento).
Portanto, mais do que pensar apenas em como será a interação das Suítes proprietárias de Portal (como as da Microsoft, IBM, Sap e Oracle) com o novo navegador, devemos nos perguntar até quando a idéia de uma Suíte proprietária de Portal fará sentido em um mundo de código cada vez mais aberto e de banda cada vez mais larga – sem falar na ampla gama de possibilidades que os mashups de softwares e fontes hospedados na web abrem para as organizações. Em verdade, a própria idéia de portal corporativo, da forma como conhecemos hoje, pode estar em xeque em poucos anos…
E você, o que acha? Dê uma olhada no discurso oficial do Google e depois deixe seus comentários!
Add comment 2/Setembro/2008
Lotusphere 2008 mostra IBM focada em colaboração
Nesta semana, a IBM, que lidera o quadrante mágico do Gartner para portais horizontais, realizou dois eventos no Brasil, replicando aquele que acontece nos States anualmente.
Participei da edição paulista, embora tenha ficado apenas no início (tive que voar para uma reunião no Rio). Assim, pude ver apenas o keynote internacional e o início da apresentação da Petrobrás (esta última, contando o case de uso do correio eletrônico… ainda bem que eu tinha compromisso, tava muuuuuito chata…).
Mas valeu ouvir o Jack Welch (não, não é o da GE) falar sobre composite aplicatinos, mashups e localização de especialistas. Ele abordou com propriedade os três tipos de colaboração: centrada no documento, centrada no indivíduo e centrada em times (vale dizer, no processo em que eles estão envolvidos). Sim, a IBM está lá na frente no Gartner porque é quem melhor vem conseguindo construir, na prática, os conceitos da Enterprise 2.0, aplicando a web 2.0 no contexto corporativo com a devida leitura antropofágica de que tanto falo.
É muito bom ver uma ferramenta que cria mashups inteligentes, a partir do contexto da ação que está sendo executada, apresentando portlets do próprio mundo Websphere ou de código aberto, como o Google Maps. Outros destaques foram o Total Forms (gerador de formulários bem bolado), o Atlas (mapa de redes sociais) e o criador de mashups (usando pouquíssima programação).
Já o ponto baixo ficou por conta da tentativa de colocar o cliente Notes como plataforma de produtividade individual e o Webshpere (portal) como plataforma coletiva… isso não faz nenhum sentido, a não ser para a própria companhia, que tenta, assim, estabelecer uma venda casada. Mas é ruim para o mercado de portais ver o líder em ferramenta tentando descaracterizar o uso também com foco individual (claro, inserido no contexto coletivo) que podemos e devemos dar a intranets e portais corporativos…
E você, foi no evento? Ficou o dia todo? Participou da edição carioca? Então complementa aqui. Ou diz o que achou das mal traçadas acima…
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Add comment 28/Março/2008


