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Desmistificando o BSC
[Este post é o primeiro de uma série sobre a Expo Management, que estou cobrindo, a convite da HSM]
Quem acha que BSC (Balance Scored Card) é um bicho de sete cabeças deveria mesmo ter visto a palestra de Roberto Campos de Lima, da 3GEN Gestão Estratégica, que aconteceu na tarde de hoje, primeiro dia deste mega-evento chamado Expo Management.
Ainda tem gente que acha, por exemplo, que BSC foi feito para planejamento de curto prazo ou mesmo para gestão do nível tático-operacional. Mas Roberto mostrou justo o contrário.
Tem muita empresa também que acha que BSC é fazer o mapa estratégico e colocar na prateleira. Não é. O ganho que ele traz é justamente a flexibilidade, a tomada de decisão com base em um acompanhamento – coisa que poucos fazem (como comprovou a pesquisa que ele mostrou, corroborada por minha experiência pessoal – recentemente vi essa adoção superficial e fashion, onde o mapa era abandonado no dia seguinte ao do encerramento do planejamento estratégico…).
Outra idéia simplista que ronda essa área, segundo Roberto, é imaginar que o BSC é, em si, a resolução dos problemas. Na verdade, ele ajuda a construir caminhos alinhados à estratégia, numa lógica causal interessante, já que parte das bases internas para apontar como isso se desdobra até chegar aos acionistas – um olhar sistêmico que se contrapõe ao mundo pragmatista-não-sustentável em que a maioria das corporações ainda vive. Sem transformar em ação, nada feito. Sem procurar manter a ação alinhada e retro-alimentando a estratégia, sem chances…
O que se vê Brasil afora é uma metodologia sendo sub-utilizada, trazendo resultados… abaixo do prometido, lógico. Causa e efeito – não é disso que se trata?
Roberto também tocou num ponto interessante: as primeiras adoções de BSC eram megalômanas e geraram o mapa do mapa do mapa do mapa… Quanto mais mapas e indicadores, mais você podia ostentar que “tinha BSC”… Hoje, a coisa mudou: de preferência, um só mapa, com poucas (mas eficientes) métricas, metas e projetos prioritários. Mais de um mapa? Só se você tiver, de fato, uma outra unidade de negócio. Acabou aquela onde de fazer BSC por área e burocratizar tudo em função disso…
Se há uma crítica a fazer, talvez seja em relação ao peso que se dá ao processo de comunicação, como se informar fosse sinônimo de mudança. Tudo bem que Roberto, respondendo a uma pergunta, falou em gestão da mudança – mas ainda assim a fala vem permeada pela idéia de que comunicar é algo como 90% do componente de mudança de atitude, garantindo comprometimento. E não é.
Em relação à própria idéia de BSC, fica também uma pulga atrás da orelha quando lembramos que estabelecer uma lógica causal pode induzir à visão de que as coisas são mecânicas e racionais, subestimando elementos bem humanos (como vaidade, disputa de poder, etc), fatores críticos na implantação de qualquer estratégia…
Mas certamente o BSC é uma idéia e uma proposta poderosas – como também cheia de energia foi a apresentação do Roberto, que se mostrou muito seguro e articulado. Certamente foi daquelas palestras em que todos saem com a sensação de que valeu o ingresso.
2 comments 10/Novembro/2008
Intra 2.0 é selecionado pela HSM para cobrir a ExpoManagement
Foi com grande satisfação que recebi um convite da HSM para cobrir o seu maior evento anual, onde figuras proeminentes do Brasil e do exterior tratam de temas de vanguarda no mundo dos negócios.
A iniciativa do convite, por si só, já merece elogios, pois é a primeira vez que um grupo seleto de bloggeiros estará numa cobertura oficial deles, demonstrando o quanto a HSM está sintonizada com os novos tempos. E, claro, me deixa lisonjeado – afinal, se o público do Intra 2.0 interessa a eles, é sinal de que estamos bem na fita, não?
)
Pretendo colocar posts e micro-posts (no Twitter) diretamente de lá. Vou cobrir 9 palestras, ao longo dos três dias do evento, sempre na parte da tarde. Espero contar com vocês por aqui, inclusive com comentários (quem preferir ser avisado, pode assinar o RSS aqui ao lado)!
Até!
1 comment 10/Novembro/2008


