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Agregando valor em ambientes digitais corporativos – Conteúdo (parte 3)
Retomando a série de posts sobre as propostas únicas de valor de um portal, vamos falar um pouco sobre o segundo pilar – Conteúdo.
Para começar, é importante lembrar que a expressão “Gestão de Conteúdo” é usada tanto por webjornalistas (focados quase sempre em processos digitais de comunicação interna) quanto por profissionais de ciência da informação (preocupados com o ciclo de vida de documentos, sua gestão, guarda, compliance, etc). Logo, o mundo do conteúdo, em verdade, são dois mundos – um com visão mais estrita do que seja conteúdo, enquanto o outro aborda o tema de forma bem mais ampla.
A segunda proposta de valor: promover o uso e reuso, organizar o conteúdo.
Em qualquer dos casos, o que está em jogo é a capacidade de gerar uma base mais estruturada de informações e conhecimentos explícitos, ao mesmo tempo em que se amplia o alcance (tanto do consumo quanto da participação/inserção). Em outras palavras: o nome do jogo é “uso e reuso”… e a questão é “como achar a agulha no palheiro”, na medida em que o problema maior dos nossos tempos é o excesso (e não a falta) de conteúdos.
Do ponto de vista da gestão do conhecimento, está em jogo a memória, a base sobre a qual, pela via da colaboração (próximo pilar, próximo post), podemos criar, inovar. Do ponto de vista do negócio em si, trata-se de prover o just in time da informação: que ela chegue na hora certa, para a pessoa certa, de forma indissociada ao processo de negócio.
Na sua interface com a Tecnologia, temos as ferramentas de Busca, ECM (Enterprise Content Management) e afins, viabilizando essa estruturação e recuperação mais fácil. Na interface com a Colaboração, é o mundo da aprendizagem organizacional, gestão do conhecimento e inteligência coletiva – assunto do próximo post da série, aguardem…
Add comment 23/Abril/2008
Agregando valor em ambientes digitais corporativos – Tecnologia (parte 2)
Era uma vez uma intranet, numa empresa distante, no longínquo ano de 1996… Nela, alguém de TI teve a grande sacada de usar a lógica da internet, mas desta vez voltada para o universo interno. Nascia ali a relação visceral da TI com as intranets, que perdurou por muito tempo.
Eis que as ferramentas de publicação avançam e TI se vê perdendo aquele rebento para as áreas de negócio. Agora, ela era só meio e as demais áreas eram vistas como clientes – em muitos lugares, ainda é assim.
Mas de repente, não mais que de repente, os publicadores evoluem para verdadeiros frameworks de portal, incorporando coisas como single sign on, workflow, personalização, camada de integração para acesso a legados e outras tranqueiras. E agora, TI?
Conteúdo, Tecnologia e Colaboração (PCC traduzido em língua tupiniquim), destacando os ganhos para TI – clique para ampliar
Pois bem, a espiral rodou e o pêndulo voltou a mostrar que portais agregam valor pela sua própria tecnologia, “independente” das aplicações de negócio que possa ter. Dentre as principais vantagens (veja outros itens, clicando na figura acima) que se pode enumerar, temos:
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sua lógica modular, seus mashups e sua facilidade de acrescentar uma camada inteligente que torna desnecessário mexer nos legados fazem da orquestração algo menos penoso, criando um atalho para SOA;
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o desenvolvimento se torna mais barato e rápido utilizando-se módulos prontos e funções como single sign on (a partir de um cadastro de login único), workflow e templates;
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a estrutura de permissões permite definir perfis baseados em uma governança federativa, facilitando o controle sem gerar um gargalo;
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em integrações com sistemas como ERPs, pode haver enormes economias com aquisição de licenças daqueles softwares, pois o portal se encarrega de fazer o acesso e a entrega do conteúdo para o usuário final;
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o mais óbvio: com uma interface web-based, amigável, torna a vida do usuário mais fácil e TI deixa de ouvir as tradicionais reclamações em relação a interfaces quadradas, como a dos ERPs.
Em outras palavras: se o portal continua sendo importantíssimo para as áreas-fim, ele passa a ter também uma relevância enorme para a própria TI, mesmo que ela porventura só esteja pensando com o próprio umbigo. E, não raro, é aí que se concentra o ROI hard da coisa toda.
Isso é algo que só os portais fazem. É um diferencial. E uma seara que, em sendo corretamente explorada nos projetos, traz ganhos inequívocos para TI – e para a empresa como um todo, conseqüentemente. Entretanto, a maioria dos CIOs ainda não se deu conta disso.
Se escolherem a suíte de portal com atenção, como algo estratégico, pensando que em orientar todos os desenvolvimentos subseqëntes para este framework, podem promover ganhos e desonerar seus profissionais, apontando para um futuro mais convergente e interoperável. É isso, por sinal, que estão fazendo os próprios fabricantes: as ferramentas de portal passam a ser o carro chefe e todo o resto está orientado para integrar-se com elas…
Add comment 12/Março/2008



