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Agregando valor em ambientes digitais corporativos – Colaboração e a visão do todo (última parte)
Com este último post da série, vamos dar conta da palavra da moda: “colaboração“. De certa forma, é também a “última fronteira”, o mais novo e menos explorado dos três grandes pilares de agregação de valor em um portal.
O que poucas pessoas percebem, em função do hype em torno da idéia de colaboração mediada por tecnologia, é que a idéia em si perde muito da sua força se não for associada a uma visão estruturada e integrada de uso e reuso dos conteúdos.

No círculo da colaboração, como se vê acima, cabem a localização de especialistas, a aproximação de talentos e a troca de conhecimento tácito. Mas o pulo do gato está na fronteira com o círculo da gestão de conteúdo, onde moram a aprendizagem organizacional, a gestão do conhecimento e a inovação.
Esse é um dos motivos, por exemplo, do sucesso da web 2.0 (e, em seguida, da sua aplicação na corporação, sob o nome de Enterprise 2.0): wiki é conteúdo ou colaboração? E blog? São as duas coisas ao mesmo tempo… daí a sua força.
Já a fronteira com a tecnologia tem as tradicionais ferramentas de fórum, mas agora incorporam a irmã mais nova das yellow pages, que são as redes sociais. E mais as outras ferramentas que acabei de citar (e que, verdadeiramente, ficariam melhor no centro do que aqui, mas serve para os nossos fins didáticos, por assim dizer).
Podemos, inclusive, pensar a veia da Tecnologia, com seu apelo forte em integração e acesso a legados, como um tipo diferente de acesso a conteúdos – aqueles que já foram sistematizados e encontram-se nos demais sistemas da organização.
É incrível ver como a colaboração ainda é um terreno a desbravar, por mais que a vocação revolucionária dos ambientes digitais (iniciando com a internet) venha justamente daí.
OLHANDO O TODO
O fato é que, no diagrama acima, o poder total está mesmo no centro superposto dos três círculos. Conhecimento passado e presente em profusão, orquestrado, sem deixar de ser emergente, à disposição da organização e do trabalhador do conhecimento.
Essa é a meta maior de uma intranet avançada ou de um portal corporativo. Essas são as principais proposições únicas de valor de um ambiente como este – algo que nenhum outro sistema faz pela organização.
Em tempo: é justamente atrás de ambientes assim que nós estamos, ao criarmos o Prêmio Intranet Portal. E, como sabemos também que alcançar um estágio maduro depende de uma escalada evolutiva, criamos categorias de premiação para quem se destaca em cada um dos três pilares (Integração em TI, Conteúdo ou Colaboração), além daqueles que estão avançados em Enterprise 2.0 (uso da web 2.0 no contexto digital corporativo).
3 comments 10/Junho/2008
Lotusphere 2008 mostra IBM focada em colaboração
Nesta semana, a IBM, que lidera o quadrante mágico do Gartner para portais horizontais, realizou dois eventos no Brasil, replicando aquele que acontece nos States anualmente.
Participei da edição paulista, embora tenha ficado apenas no início (tive que voar para uma reunião no Rio). Assim, pude ver apenas o keynote internacional e o início da apresentação da Petrobrás (esta última, contando o case de uso do correio eletrônico… ainda bem que eu tinha compromisso, tava muuuuuito chata…).
Mas valeu ouvir o Jack Welch (não, não é o da GE) falar sobre composite aplicatinos, mashups e localização de especialistas. Ele abordou com propriedade os três tipos de colaboração: centrada no documento, centrada no indivíduo e centrada em times (vale dizer, no processo em que eles estão envolvidos). Sim, a IBM está lá na frente no Gartner porque é quem melhor vem conseguindo construir, na prática, os conceitos da Enterprise 2.0, aplicando a web 2.0 no contexto corporativo com a devida leitura antropofágica de que tanto falo.
É muito bom ver uma ferramenta que cria mashups inteligentes, a partir do contexto da ação que está sendo executada, apresentando portlets do próprio mundo Websphere ou de código aberto, como o Google Maps. Outros destaques foram o Total Forms (gerador de formulários bem bolado), o Atlas (mapa de redes sociais) e o criador de mashups (usando pouquíssima programação).
Já o ponto baixo ficou por conta da tentativa de colocar o cliente Notes como plataforma de produtividade individual e o Webshpere (portal) como plataforma coletiva… isso não faz nenhum sentido, a não ser para a própria companhia, que tenta, assim, estabelecer uma venda casada. Mas é ruim para o mercado de portais ver o líder em ferramenta tentando descaracterizar o uso também com foco individual (claro, inserido no contexto coletivo) que podemos e devemos dar a intranets e portais corporativos…
E você, foi no evento? Ficou o dia todo? Participou da edição carioca? Então complementa aqui. Ou diz o que achou das mal traçadas acima…
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Add comment 28/Março/2008


