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Um olhar sobre o Campus Party
É verdade, eu fui, como comprova a foto ao lado… E tirei algumas (precárias) fotos com o celular, as quais podem ser vistas nos links abaixo. No melhor estilo 2.0, vale mais entender o que despertou minha atenção do que a qualidade das imagens.
- Pavilhão
- Um mar incrível de micros, surfando a 5,5 gigabits…
- Barracas
- Dá para imaginar um mergulho de uma semana em alta tecnologia em rede? Não, não precisa imaginar: o Campus Party foi isso aí, com boa parte do povo acampado lá…
- Steven Johnson
- O papa do conceito de Emergência, autografando seus novos livros
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- Blogueiros colaram cartazes em torno da sala de imprensa, provocando os jornalistas off line, tidos por eles como dinossauros…
Add comment 20/Fevereiro/2008
Campus Party – a bolha
Tem gente que não acredita na existência de uma máquina do tempo – mas certamente são os que não foram no Campus Party.
Ontem estive lá, no futuro. Onde a internet é onipresente e de altíssima velocidade. Onde a emergência não é um conceito e transborda para as relações pessoais, intrincadas de forma indissociável com o encontro no cyberespaço. Uma viagem.
Portanto, mais do que os nerds, geeks e suas máquinas turbinadas, o que me chamou a atenção foi ver, ali, tangível, debaixo do nariz, que o mundo vai mesmo mudar MUUUITO nos próximos 10 a 20 anos. Mais do que ver a evangelização do papa do software livre, valeu respirar aquele ar, uma atmosfera de outro planeta, como se estivéssemos em Plutão.
Mas o must mesmo foi ver o Steven Johnson (tentar) falar, competindo com um stand de jogos, logo ao lado, onde a galera comemorava cada golpe da disputa no bom e velho Street Fighter. Não foi tanto pelo que ele falou. Mas pela presença mesmo – essas coisas que só quem é fã de alguma coisa sabe o que é. Comprei o novo livro dele (“De cabeça aberta”, lançado ontem em terras tupiniquins, pela Zahar) e entrei na fila do autógrafo. Hoje sou uma criança mais feliz, com o troféu debaixo do braço, que, por sinal, já comecei a ler ontem mesmo e vou devorar já, já, no vôo para o Rio (escrevo de Congonhas, embarco em 15 minutos).
Enfim… quem vive o mundo das corporações, como eu, sabe que 95% ou mais ainda vivem no totalmente na lógica ”comando & controle”, anos luz do Campus Party. E sabe das forças do mercado, da grana que o status quo tem para jogar nessa luta contra o novo. Mas eu saí com a sensação de que vou olhar para este post, em 2020, e vou pensar: “caramba, olha como era diferente…”. Mal comparando, o que acontece hoje quando lembro que, no início da década de 80, só havia uma loja de computadores na Av. Rio Branco, no Rio – a Clappy -, para onde eu ia, depois do dentista, babar na vitrine, olhando aqueles portentosos CP 500…
É, estou ficando velho… e o velho mundo também, cada vez mais. Que bom!
)
1 comment 15/Fevereiro/2008


