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Microsoft finaliza compra da Fast Search

Já tinha sido anunciado em janeiro, mas só agora foi formalizado: a Fast agora é “a Microsoft Subsidiary”, como anunciou Hadley Reynolds em post do dia 25 no FastForwardBlog. Ao mesmo tempo, Kirk Koenigsbauer, General Manager do SharePoint Business Group, confirmava.

Com isso, a M$ dá uma tacada de mestre, reforçando o MOSS (Sharepoint 2007) em um aspecto em que ele nunca foi competitivo: a busca. Claro está que ainda haverá um tempo de desenvolvimento para que a integração das ferramentas esteja completa, mas um futuro com a (excepcional) ferramenta da Fast incorporada inclui um horizonte ainda mais promissor para o Sharepoint.

Esse movimento da Microsoft também representa um reforço contra as investidas do Google no mundo corporativo. Em evento realizado em fevereiro, do qual participei (e relatei aqui no blog), dá para notar que a ferramenta do Google ainda fica devendo para a da Fast (principalmente porque o genial PageRank, tão importante na internet, não se aplica no universo intra-firewall). Mas quem duvidar da capacidade inventiva do Google para tirar o atraso certamente é louco – e a MS pode ser muita coisa, mas doida não é…

Por outro lado, representa a consolidação do mercado de busca como algo extremamente relevante – haja vista o que a própria Microsoft tem feito para adquirir o Yahoo (já imaginaram a força que ganha a MS se juntar Fast+Yahoo debaixo do seu guarda-chuva?).

Não podemos esquecer também que é parte do movimento de consolidação do mercado de portais horizontais, onde as suítes vão ficando cada vez mais poderosas, englobando em suas ofertas tudo que se refere a integração com legados, gestão de conteúdo e fomento à colaboração. Já não é mais possível olhar para estes elementos separados - não se quisermos efetivamente agregar valor ao negócio das organizações.

1 comment 28/Abril/2008

Sobre tags, homens e robôs

Todo poder aos metadados! Sim, são eles que viabilizam uma maior “inteligência” do ambiente digital. É a partir deles também que montamos estratégias de disseminação seletiva de conteúdos, rumo à produtividade. Personalização, “push” e busca avançada não existiriam sem as “etiquetas digitais”.

Mas a questão é: qual processo de aplicação de metadados é melhor, o manual/humano ou o automático?

Profissionais de Ciência da Informação lançam mão de listas, taxonomias e dicionários controlados para defender a tese de que só o ser humano é capaz de entender as sutilezas do contexto.

Já empresas como Fast Search  (recém-adquirida pela Microsoft) e Autonomy (com o Google correndo por fora) mostram, em seus robustos produtos, a capacidade de extrair automaticamente metadados do texto (e do contexto), chegando a sutilezas como a capacidade de interpretar se o conteúdo tem conotação positiva ou negativa, via abordagem semântica. Para elas, a classificação manual é improdutiva, gera gargalos e acaba sendo extremamente custosa (se bem que esse não parece ser um bom argumento, se analisarmos o preço das ferramentas automáticas…). Há quem diga que é insustentável, diante da crescente massa de conteúdos.

A verdade é que não há nada “transitado em julgado” sobre esta pendenga. São estratégias diferentes, mas que bebem na mesma fonte – cada qual com seus prós e contras. E, não raro, são complementares. Essa foi uma das conclusões que pudemos tirar das apresentações realizadas no evento “Melhores Práticas de GESTÃO DE DOCUMENTOS,INFORMAÇÕES e BUSCA CORPORATIVA“, ocorrido em 14 de fevereiro último. Lá estavam Google e Fast (representada pela Calandra, do amigo Pedro Paulo) mostrando a força de seus robôs. E eu tive a oportunidade de apresentar a estratégia que o Sebrae-Nacional montou, com a ajuda da Plena e de outros parceiros, para viabilizar a disseminação seletiva e a integração de 9 bases heterogêneas de conteúdo, utilizando um dicionário controlado.

E você, em quem aposta – humanos ou máquina? Isso sem falar na lógica emergente da folksonomia e do tageamento livre, baseado na “sabedoria das multidões”… Em sua empresa, há experiências com categorização, tags e metadados para auxiliar na recuperação de conteúdos relevantes?

Add comment 25/Fevereiro/2008


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Declaração de princípios

Responda rápido: Intranet, Portal Corporativo, "Portal, Content and Collaboration", Enterprise 2.0 e/ou Gestão do Conhecimento são temas do seu interesse?

Pois então temos muito em comum: eles são a minha praia, figurinhas freqüentes nestas paragens.

Entretanto, o "INTRA", do título, quer dizer também "por dentro": da vida (corporativa e pessoal), da sociedade louca, da nova era e de tudo que os olhos possam tocar ou que a mente possa vislumbrar. E o "2.0" que o complementa é uma alusão à evolução do meio digital e também a sinalização de que este é meu segundo blog...

Vago? Fragmentado? Nada mais blog. Nada mais urbano e aquariano. Estou em casa - e a porta está aberta. :o)

Ricardo Saldanha

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