O mundo não-B2C
7/Maio/2008
Até hoje me impressiona o fato de que muitas pessoas esclarecidas imaginam que o mundo web é uma coisa só. Não é.
Muito embora haja uma evidente base comum entre internet, intranet e extranet, as similaridades são infinitamente menores do que as particularidades.
Basicamente, a internet é o mundo B2C, onde o que vale é fazer contato com clientes finais. Logo, a disciplina predominante é o webmarketing. O foco primordial é comercial.
O universo das intranets, extranets, portais corporativos (e quantas outras denominações você possa encontrar…) é o mundo “não-B2C”. O uso do ambiente digital está voltado para melhoria dos processos de negócio, para aumento da produtividade. O cliente não é um consumidor, mas sim o “trabalhador do conhecimento”, como bem definiu Peter Drucker. E as disciplinas primordiais envolvidas são a Ciência da Informação e a Gestão do Conhecimento – e não webmarketing.
Isso muda tudo. É a razão pela qual agências web entendam pouco do mundo corporativo. Logo, em geral, não reúnem competência para desenvolver projetos voltados para intranet ou portal corporativo (embora a maioria delas coloque em suas ofertas a possibilidade de criar desde sites até intranets, na linha do “é tudo a mesma coisa”). O mesmo vale para consultores – há os focados no mundo digital corporativo (como eu) e os experts em e-business.
São, portanto, dois mundos que se tangenciam e compartilham uma estrutura comum, mas definitivamente são áreas diferentes.
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