GOVERNANÇA, A BOLA DA VEZ (AGORA E SEMPRE)
16/Abril/2007
Tudo bem, tudo bem… todo mundo já sabe que portal não é só TI (ou ao menos, a essa altura do campeonato, deveria, né?). E o que há, então, no “além-TI”? Estratégia. Pessoas. Processos. Informações.
Mas há também a necessidade de orquestrar tudo isso. E de dar sustentabilidade ao ambiente digital. Logo, trata-se de criar uma estrutura, com papéis e responsabilidades, tal qual existe no mundo off line. Sim, tal qual, mas não igual…
Estamos falando de Governança, a “estrutura de poder” que endereça assuntos e responsabilidades em um portal de modo a garantir que a rede se traduza em uma estrutura corporativa com um mínimo de “controle”.
Falar em poder e controle quando se aborda o ambiente digital é sempre complicado. Tudo nasceu na libertária internet. Mas empresas não são anárquicas – muito pelo contrário. Logo, a governança é também a arte de tirar o melhor do empowerment que a capilaridade do ambiente dá sem ferir a cultura e as suscetibilidades de organizações onde a hierarquia ainda impera (para o bem ou para o mal… já é tema para outro post… rs). A “arte do controle”, como sempre cita o amigão Cacau.
O fato é que o portal é vivo. Orgânico. Cresce. E precisa de um mínimo de orquestração para garantir sinergia, integração e resultados duráveis. Logo, a governança, como diz Sérgio Storch, bebe na fonte da teoria organizacional, não é um tema novo em si. Mas as peculiaridades do meio digital e da cultura digial requerem uma nova leitura. Só assim conseguiremos desenvolver a sensibilidade para unir as necessidades de controle da organização ao ímpeto libertário do mundo web (tão em evidência agora, quando a web 2.0 virou moda).
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